Jornada de 40 horas e o possível fim da escala 6×1: o que as empresas precisam acompanhar
- Em 9 de junho de 2026
A discussão sobre a redução da jornada semanal de trabalho voltou ao centro do debate jurídico e empresarial.
Com o avanço da PEC 221/2019, empresas de diferentes segmentos já começam a avaliar os impactos que uma eventual jornada máxima de 40 horas semanais poderá gerar em suas operações.
Embora a proposta ainda dependa das etapas legislativas necessárias para sua aprovação definitiva, o tema merece atenção desde já.
O que pode mudar?
A proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a adoção de dois dias de descanso remunerado por semana.
Na prática, isso representa uma mudança relevante para empresas que atualmente operam com escalas 6×1 ou estruturas intensivas de mão de obra.
Setores como varejo, logística, limpeza, serviços e operações contínuas tendem a ser os mais impactados.
Quais são os principais desafios?
A eventual implementação da nova jornada exigirá uma revisão ampla de processos internos.
Entre os principais pontos de atenção estão:
- Revisão de escalas de trabalho;
- Avaliação de custos com pessoal;
- Readequação de bancos de horas;
- Negociações coletivas;
- Atualização de contratos e procedimentos internos.
Além disso, empresas que aguardarem a aprovação definitiva para iniciar sua análise poderão enfrentar um período de adaptação muito mais complexo.
Planejamento é fundamental
Independentemente da posição sobre a proposta, o momento exige acompanhamento jurídico e planejamento estratégico.
Empresas que começam a mapear seus riscos agora conseguem construir cenários, projetar impactos financeiros e desenvolver planos de contingência com maior segurança.
E-book gratuito
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O material reúne uma análise prática sobre as mudanças propostas, os riscos envolvidos e as medidas preventivas que podem ser adotadas desde já.
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Por Mauricio PallottaGraduado em Direito pelo Mackenzie, Pós-Graduado em Direito Previdenciário pela UNISAL e Mestre em Direito do Trabalho e da Seguridade Social pela USP;
Advogado atuante nas áreas trabalhista e previdenciária empresarial;
Palestrante incompany;
Docente convidado em instituições privadas (ESA São Paulo, ESA Marília, ESA Nacional, Futurelaw, Mizuno Class e DVW Treinamentos);
Autor do livro “Contratação na Multidão e a Subordinação Algorítmica”, além de capítulos em livros de Direito do Trabalho e artigos para sites e revistas especializadas.

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