A Reforma Tributária chegou: o que sua empresa precisa fazer agora

  • Em 13 de abril de 2026

Quem entender agora os impactos reais no seu negócio vai sair na frente. Quem esperar pode perder margem, créditos e competitividade.

A Reforma Tributária não é mais uma promessa distante. Com a Lei Complementar 214/2025 em vigor, o cronograma de transição começou. E 2026 é exatamente o ano em que as empresas precisam sair da dúvida e entrar na ação.

Mas há um equívoco perigoso que se repete: a maioria dos empresários ainda trata a reforma como uma questão exclusivamente tributária. “Meu contador vai resolver” ou “meu ERP vai se adaptar” são respostas comuns — e insuficientes.

A realidade é que a reforma mexe com muito mais do que impostos.

 

O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Quando a tributação migra da origem para o destino — como determina o novo modelo de IVA Dual (IBS + CBS) — toda a lógica comercial da empresa muda. Uma empresa que hoje vende para vários estados precisará reconsiderar onde faz sentido vender, onde instalar estrutura logística, como renegociar contratos com fornecedores e clientes, e como precificar seus produtos e serviços com as novas alíquotas.

Há cinco áreas de impacto que os empresários precisam mapear ainda em 2026:

  1. PRECIFICAÇÃO. A alíquota efetiva do IBS + CBS pode chegar a 27,5%. Se a empresa não recalcular seus preços com a nova lógica tributária, pode perder margem sem perceber — ou cobrar mais do que precisaria e perder competitividade.
  2. CONTRATOS DE LONGO PRAZO. Cláusulas firmadas na lógica atual, com repasse de ICMS e PIS/COFINS embutidos, podem se tornar prejudiciais ou mesmo inválidas no novo cenário. A revisão preventiva é urgente.
  3. CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. A extinção gradual de ICMS e PIS/COFINS cria uma janela — que está se fechando — para aproveitar créditos acumulados. Empresas que não fizerem o levantamento agora podem perder valores significativos.
  4. FLUXO DE CAIXA. A não-cumulatividade plena do novo sistema muda a lógica do crédito fiscal: se o fornecedor não pagar o imposto, você não tem direito ao crédito. Isso exige uma gestão mais ativa da cadeia de fornecedores.
  5. SISTEMAS E PROCESSOS. Parametrizar o ERP, homologar documentos fiscais e treinar a equipe não são tarefas pontuais — são projetos que levam tempo e exigem expertise jurídica, fiscal e de tecnologia integradas.

 

O QUE FAZER AGORA

O primeiro passo é o diagnóstico. Antes de qualquer decisão, é preciso entender especificamente como a reforma impacta o seu negócio, o seu mix de produtos, a sua cadeia de clientes e fornecedores, a sua estrutura de contratos e o seu modelo de precificação.

A partir do diagnóstico, é possível construir cenários, simular o impacto financeiro até 2033, identificar créditos a recuperar e montar um plano de ação priorizado — contratando apenas o que é necessário para o seu momento.

O Pallotta, Martins Advogados desenvolveu o Projeto Estratégico para PMEs exatamente para isso: um modelo modular, acessível e integrado entre as frentes jurídica, contábil/fiscal, de TI e financeira, que permite à empresa se preparar sem comprometer o orçamento ou a operação diária.

Quem agir em 2026 chega em 2027 preparado. Quem esperar até 2027 vai correr atrás do prejuízo.

Acesse pallottamartins.com.br/reforma-tributaria e solicite seu diagnóstico.

 

Por Marcos Martins

Graduado em Direito pelo Mackenzie, Especialista em Direito Tributário pela Gvlaw, Capacitação em Contabilidade Tributária pela PUC/SP;
Advogado atuante nas áreas tributário e societário;
Palestrante in company;
Docente em instituições privadas (ESA São Paulo e UNIP);

 

 

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